São Paulo (AUN - USP) - Quem é que nunca se aproximou de um animal de estimação, bem cuidado e de raça e, por isso acreditou estar imune ao contato com micróbios e outras bactérias? A realidade não é bem assim. Mostrar isso de maneira diferente é um dos objetivos da exposição “Amigos, amigos, micróbios à parte”, que esta aberta ao público desde o dia 21 de outubro e permanecerá até fevereiro do ano que vem no Museu de Microbiologia do Instituto Butantan.
“A gente pretende mostrar que por mais que esses animais estejam limpos, sempre tem micróbios em cães, gatos, além de outros insetos”, diz Fábio Pereira, do Museu de Microbiologia e um dos responsáveis pela exposição.
O objetivo da exposição é basicamente de cunho educativo. “Lógico que sempre aproxima um pouco as pessoas da ciência, mas esse não é o objetivo principal dela, mas sim mostrar a partir de microscópios, organismos vivos ou mortos, e ter assim um caráter educativo”, continua o também monitor Fábio.
A exposição conta com jogos multimídias, painéis informativos e slides com fotos em 3D, onde os visitantes poderão, usando óculos especiais, ter contato virtual com animais e explicações das doenças transmitidas ao homem. Além disso, o museu tem planos para exposições futuras. “O Museu conta com exibição de filmes em sala de audiovisual, mas a gente quer num futuro que haja filmes também em 3D”, diz Fábio Pereira.
Para o projeto ficar pronto levou-se cerca de quatro meses. Isso porque apesar de ser uma equipe relativamente grande, ela não trabalha em tempo integral para o Butantan. “Por isso demorou mais um pouco que o normal”, relata Fábio.