Ganga
Realização: Coletivo ATERRA / Direção Geral: Clarice Chaui / Direção de Arte: Bruno Feliciano / Direção Musical: Clara Beatriz / Orientação e acompanhamento de processo: Lucienne Guedes / Provocador musical e teórico: Luciano Mendes de Jesus / Elenco: Ana Fabrini, Bruno Fanin, Clara Beatriz, Gabriela Cortez, Pedro Máximo e Marcus Del Poente/ Preparação Corporal: Matheus Maciel / Dramaturgia: Clara Beatriz, Clarice Chaui, Danni Vianna, Marcus Del Poente / Figurinista: Thamires Marques / Iluminação: Bárbara Freitas / Produção: Gabriela Cortez / Cenotécnicos: Juliano Tramujas e Zito Rodrigues / Técnico de luz: Luis Gustavo Viggiano
Esta é uma emergência: abandonem suas casas e sigam em direção ao ponto de encontro. A mineração segue a todo o vapor pelo curso do Rio Paraopeba, até invadir a história de Luzia Medeiros, funcionária de uma mineradora. De Vila Rica no século XVIII a Brumadinho no século XXI, Luzia descobre que “morre-se de febre e de fome sobre as riquezas da terra”.
Como representar a tragédia? Como trabalhar cenicamente algo cujas dimensões são difíceis de dimensionar? Como identificar o assassino de um crime cujas origens podemos rastrear na invasão do território do que hoje chamamos Brasil? Por que as coisas, um instante antes de acontecerem, parecem já ter acontecido?
Essas questões têm mobilizado o Coletivo ATERRA desde sua fundação em 2022, no Departamento de Artes Cênicas da USP. Formado por estudantes da Licenciatura e do Bacharelado, o coletivo sempre associa a criação cênica à pesquisa e à pedagogia, propondo processos criativos vinculados à oficinas e mediações em escolas. Essas ações sempre estiveram associadas à elaboração teatral dos crimes de Brumadinho e Mariana, interpretados a partir das cosmospercepções afrobrasileiras.
O primeiro resultado dessa articulação foi a peça Tudo passa sob[re] a Terra. Porém, ao longo da circulação da obra pelas ruas, teatros e escolas públicas o coletivo observou que era necessário aprofundar-se no problema social, compreender suas consequências atuais, os detalhes da tragédia em si e suas vinculações com o passado brasileiro.
Essas lacunas foram os disparadores do processo criativo de Ganga, atual projeto do Coletivo. Através de uma abordagem que combina pesquisa documental, relatos colhidos em campo e ficção, Ganga propõe uma reflexão crítica sobre as continuidades entre a mineração do século XVIII em Vila Rica e o crime ambiental ocorrido em Brumadinho, em janeiro de 2019. Fruto de um processo de investigação de dois anos, a peça mescla os depoimentos do presente com cenas históricas, fazendo dialogar os vissungos – cantos afrobrasileiros criados em Minas durante o ciclo do ouro – com poemas de Carlos Drummond de Andrade, que elaboram poeticamente a devastação provocada pela Vale no séc. XX.
Direção Geral: @clarice_pschaui
Direção de Arte: @brun.uu
Direção Musical: @claramdg
Orientação e acompanhamento de processo: @luciennegfahrer
Provocador musical e teórico: @ponteelementoper
Elenco: @ana_fabrini , @faninbruno , @claramdg , @_gabicortez , @pedromxmo_
Preparação Corporal: @_omacielo
Dramaturgia: @claramdg , @clarice_pschaui , @danni_vianna_ e @marcusdelpoente
Figurinista: @mar.thess
Iluminação: @barbaracunhaf_
Sonoplastia: @leusmonteiru
Produção: @_gabicortez
Cenotécnicos: @juliano_tramujas e @zitorodriguesrodrigues
Técnico de luz: Luis Gustavo Viggiano
Designer Gráfico: @gabrielfranco____
Apresentações: 20, 21, 27 e 28 de setembro; 11 e 12 de outubro. | Sábados às 20h e domingos às 18h
Oficinas: 04 e 05 de outubro às 14h
TUSP BUTANTÃ | R. do Anfiteatro, 109 – bloco C – Butantã, São Paulo – SP
20.09 a 12.10 | sábados, 20h; domingos, 18h.
Ingressos gratuitos, distribuídos 1h antes do início do espetáculo.