{"id":7561,"date":"2024-04-02T15:31:13","date_gmt":"2024-04-02T18:31:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.usp.br\/tusp\/?post_type=portfolio&#038;p=7561"},"modified":"2024-05-06T10:59:27","modified_gmt":"2024-05-06T13:59:27","slug":"bom-dia-eternidade","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/usp.br\/tusp\/portfolio\/bom-dia-eternidade\/","title":{"rendered":"Bom Dia Eternidade"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p dir=\"ltr\">Desde 2017, O Bonde \u00e9 o que somos. Reverenciados a ajuntamentos negros e perif\u00e9ricos com o objetivo de aquilombar-se, somos tamb\u00e9m nossas pr\u00f3prias singularidades em movimento conjunto, podendo nos constituir como um n\u00facleo, um grupo, um coletivo ou um Bonde. Artistas negros e perif\u00e9ricos, formados em diferentes per\u00edodos na Escola Livre de Teatro de Santo Andr\u00e9. Temos como pesquisa de linguagem a palavra e a narratividade como ferramenta de acesso, den\u00fancia e amplia\u00e7\u00e3o de discuss\u00f5es afrodiasp\u00f3ricas e seus desdobramentos. A abordagem \u00e9pica da palavra com distanciamento dram\u00e1tico e aproxima\u00e7\u00e3o narrativa \u00e9 eixo fundante dos nossos pensamentos, desejos e mergulhos na \u00e9tnica-cria\u00e7\u00e3o-racial em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Sucesso de p\u00fablico e de cr\u00edtica em janeiro e fevereiro de 2024, o espet\u00e1culo <strong><em>Bom dia, Eternidade<\/em><\/strong>, d\u2019<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/0__bonde\/\"><strong>O Bonde<\/strong><\/a>, volta em cartaz em S\u00e3o Paulo. Ap\u00f3s temporada de estreia no Sesc Consola\u00e7\u00e3o, a pe\u00e7a faz apresenta\u00e7\u00f5es gratuitas no <strong>TUSP Butant\u00e3<\/strong> (Rua do Anfiteatro, 109, Cidade Universit\u00e1ria, S\u00e3o Paulo, SP) entre os dias <strong>12 de abril e 5 de maio<\/strong>, de <strong>quinta a s\u00e1bado, \u00e0s 19h, e, aos domingos, \u00e0s 18h<\/strong>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em seguida, entre <strong>23 de maio e 2 de junho<\/strong>, a pe\u00e7a integra uma mostra de repert\u00f3rio que vai apresentar tamb\u00e9m os espet\u00e1culos <em>Desfazenda &#8211; Me enterrem fora daqui<\/em> (2020) e o infantil <em>Quando eu morrer vou contar tudo a Deus<\/em> (2019). As tr\u00eas obras formam a <strong>Trilogia da Morte<\/strong>.\u00a0Com a proposta de aquilombar-se, O Bonde re\u00fane artistas perif\u00e9ricos que t\u00eam investigado as experi\u00eancias de quase morte do corpo negro, com foco nas heran\u00e7as do per\u00edodo escravocrata. Cada trabalho aborda uma fase da vida: inf\u00e2ncia, vida adulta e velhice.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em\u00a0<em>Bom dia, Eternidade,\u00a0<\/em>quatro irm\u00e3os idosos que sofreram um despejo quando crian\u00e7as recebem a restitui\u00e7\u00e3o do terreno ap\u00f3s quase 60 anos e precisam decidir o que fazer. O tempo se embaralha e um mosaico de hist\u00f3rias reais e ficcionais \u00e9 costurado no quintal da antiga casa, acompanhado de um bom caf\u00e9 e de um velho samba. Em cena, uma banda de quatro m\u00fasicos, cada qual com mais de sessenta anos, em um jogo friccional com as narrativas dos atores\/atriz d`O Bonde. Um espet\u00e1culo que descortina a realidade do passado olhando para o presente.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rias reais e ficcionais se misturam e o tempo se embaralha em meio \u00e0s lembran\u00e7as. Toda a a\u00e7\u00e3o acontece no quintal da antiga moradia da fam\u00edlia. Can\u00e7\u00f5es de Fernando Alab\u00ea, Djavan, Tim Maia, Jorge Arag\u00e3o, Roberto Mendes Barbosa, Luiz Alfredo Xavier, Jorge Ben Jor, Lupic\u00ednio Rodrigues e Johnny Alf norteiam a narrativa. Os quatro m\u00fasicos em cena tem mais de 60 anos e incr\u00edveis trajet\u00f3rias na \u00e1rea. Partindo do princ\u00edpio que eles podem compartilhar suas viv\u00eancias, sem ningu\u00e9m falando por eles, os m\u00fasicos se transformam em personagens e os atores Ailton Barros, Filipe Celestino, Jhonny Salaberg e Marina Esteves s\u00e3o duplos deles, em um jogo c\u00eanico carregado de simbolismo. Partindo destes princ\u00edpios, o coletivo fincou os p\u00e9s no presente e revisitou hist\u00f3rias de fam\u00edlias e das migra\u00e7\u00f5es, al\u00e9m dos contos, causos, teses, lutas e tudo o que constitui a sociabilidade de um corpo negro e velho, neste que \u00e9 o primeiro trabalho com dramaturgia colaborativa do grupo, resultando num texto fragmentado no qual cabe ao p\u00fablico juntar cada pe\u00e7a.\u00a0O projeto foi realizado por meio da 38\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de S\u00e3o Paulo \u2014 Secretaria Municipal de Cultura.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><em>Os m\u00fasicos, por Fernando Alab\u00ea, diretor musical<\/em><\/p>\n<p><strong>Cacau Batera<\/strong> \u00e9 um grande instrumentista e int\u00e9rprete dos mais ex\u00edmios. Desfilou sua arte do ritmo apoiando artistas como Jerry Adriani, Tim Maia, Johnny Alf e Jamel\u00e3o. Seu dom expande a arte do cantar ao modo dos &#8220;crooners&#8221; de antigamente e sua voz tem a excel\u00eancia e a eleg\u00e2ncia dos grandes cantores da m\u00fasica popular brasileira. <strong>Luiz Alfredo Xavier<\/strong> \u00e9 parceiro de Z\u00e9 Ketti e Jamel\u00e3o, assim como de tantos outros aos quais emprestou seu conhecimento te\u00f3rico musical, escrevendo as partituras das letras que lhe chegavam, e assim ajustando a harmoniza\u00e7\u00e3o delas. Revisor da Editora Ricordi, respons\u00e1vel pelo aprendizado musical de muitas gera\u00e7\u00f5es ao longo de mais de sessenta anos de m\u00fasica como cantor, compositor, violonista e contrabaixista, sendo, deste modo, integrante da primeira banda que acompanhava os Originais do Samba, quando o grupo ainda se chamava Os Sete Crioulos da Batucada. <strong>Maria In\u00eas<\/strong> \u00e9 uma cantora por resist\u00eancia, pois foi impedida pela fam\u00edlia de exercer seu sonho de cantar, como fazia em programas de calouros aos 15 anos.\u00a0 Abandonando a carreira art\u00edstica e se dedicando \u00e0 arte e ser cabeleireira por cinquenta anos, ao se aposentar, ingressou no Coral da USP, onde ficou por dez anos, todavia se ausentando deste por mais dez anos, retornando aos palcos agora para a pe\u00e7a. <strong>Roberto Mendes Barbosa<\/strong> \u00e9 maestro, regente de coral, cantor e compositor. Formado pelo Mozarteum, se dedica a corais e liras pela cidade de S\u00e3o Paulo, bem como atua como m\u00fasico de cena para teatro.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><em>Ficha T\u00e9cnica<\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Idealiza\u00e7\u00e3o: O Bonde \/\u00a0Elenco: Ailton Barros (Carlos), Filipe Celestino (Everaldo), Jhonny Salaberg (Renato) e Marina Esteves (Mercedes) \/\u00a0M\u00fasicos em cena: Cacau Batera (bateria e voz), Luiz Alfredo Xavier (viol\u00e3o, contrabaixo e voz), Maria In\u00eas (voz) e Roberto Mendes Barbosa (piano e voz) \/\u00a0Dramaturgia: Jhonny Salaberg \/\u00a0Dire\u00e7\u00e3o: Luiz Fernando Marques Lubi \/\u00a0Diretora assistente: Gabi Costa \/\u00a0Dire\u00e7\u00e3o Musical: Fernando Alab\u00ea \/\u00a0Videografia e opera\u00e7\u00e3o: Gabriela Miranda \/\u00a0Desenho de luz: Matheus Brant \/\u00a0Cenografia e Figurino: Luiz Fernando Marques Lubi \/\u00a0Acompanhamento em dramaturgia: Ai\u00ea Ant\u00f4nio \/\u00a0M\u00fasica original: \u201cPreta nina\u201d &#8211; Fernando Alab\u00ea, Luiz Alfredo Xavier e Roberto Mendes Barbosa \/\u00a0T\u00e9cnico de som: Hugo Bispo \/\u00a0T\u00e9cnica de Videografia: Clara Caramez \/\u00a0Capta\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo: Fernando Solidade \/\u00a0Costura cen\u00e1rio: Edivaldo Zanotti \/\u00a0Cenotecnia e Contrarregragem: Helen Lucinda \/\u00a0Fotos: J\u00falio Cesar Almeida \/\u00a0Assessoria de imprensa: Canal Aberto \u2013 M\u00e1rcia Marques \/\u00a0Social M\u00eddia (cria\u00e7\u00e3o de conte\u00fado): Erica Ribeiro \/\u00a0Produ\u00e7\u00e3o: Jack Santos \u2013 Corpo Rastreado \/\u00a0Agradecimentos: Casa DuNav\u00f4, Coletivo Tem Sentimento, Fam\u00edlia Barros, Fam\u00edlia Celestino, Fam\u00edlia Esteves, Fam\u00edlia Martins, Fam\u00edlia Salaberg, Guilherme Diniz, Grupo XIX de Teatro, Ilu In\u00e3, Mercedes Gonzales Martins (in memoriam), Oficina Cultural Oswald de Andrade, Ot\u00e1via Cec\u00edlia (in memoriam), Teatro de Cont\u00eainer, Rog\u00e9rio de Moura e Willem Dias.<\/p>\n<p><em>Servi\u00e7o<\/em> <em><strong>Bom dia, Eternidade |\u00a0<\/strong><\/em>120 min |\u00a014 anos De 12 de abril e 5 de maio de 2024, de quinta a s\u00e1bado, \u00e0s 19h, e, aos domingos, \u00e0s 18h TUSP Butant\u00e3 \u2013 Rua do Anfiteatro, 109 &#8211; acesso pela lateral direita do pr\u00e9dio, ao lado do bloco C \u2013 Butant\u00e3 Gratuito &#8211; Retirada na bilheteria 1h antes do in\u00edcio da sess\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 2017, O Bonde \u00e9 o que somos. 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