{"id":239,"date":"2010-03-18T21:38:00","date_gmt":"2010-03-18T21:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/oibe.com.br\/projetos\/wordpress\/?p=55"},"modified":"2010-03-18T21:38:00","modified_gmt":"2010-03-18T21:38:00","slug":"marcelo-e-marcela-uma-experiencia-de-escuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/usp.br\/tusp\/marcelo-e-marcela-uma-experiencia-de-escuro\/","title":{"rendered":"Marcelo e Marcela &#8211; Uma Experi\u00eancia de &#8220;Escuro&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a onblur=\"try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}\" href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_8rGYhes7_Lc\/S6KeNZE0nJI\/AAAAAAAAAKU\/NpqG5tC8Kwk\/s1600-h\/esc0428.jpg\"><img decoding=\"async\" style=\"display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_8rGYhes7_Lc\/S6KeNZE0nJI\/AAAAAAAAAKU\/NpqG5tC8Kwk\/s320\/esc0428.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5450092451978321042\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">       <span class=\"Apple-style-span\"  style=\"font-size:x-small;\">   foto: Lenise Pinheiro<\/span><\/div>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align: justify;line-height: 150%; \">Eu poderia dizer que gosto desta pe\u00e7a porque nesta pe\u00e7a falta o encontro polif\u00f4nico de palavras que eu uso habitualmente, e que portanto s\u00e3o palavras que me encantam desde os prim\u00f3rdios, quando visitei minha primeira estrada de palavras.<span style=\"mso-spacerun:yes\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\">\u00c9 curioso que neste dia p\u00f3s-espet\u00e1culo eu tenha prestado tanta aten\u00e7\u00e3o aos termos que uso cotidianamente, quase sem notar, percebendo em minha mem\u00f3ria imagens silenciosas que ficaram impregnadas em lugares de al\u00e9m-raz\u00e3o. Onde estar\u00e3o escondidas as palavras que n\u00e3o digo? Em quais pernas ou bra\u00e7os ou lembran\u00e7as, em quais vazios?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\">Escolhi para este texto cr\u00edtico a conversa, entendi ao ver a pe\u00e7a que s\u00f3 assim eu poderia expressar o que restou de id\u00e9ia neste tempo que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais o da realiza\u00e7\u00e3o teatral, e sim o do pensamento sobre a realiza\u00e7\u00e3o teatral, a elabora\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo pelo vi\u00e9s do espectador. Tudo aqui escrito, foi suscitado pela experi\u00eancia do espet\u00e1culo e pelo compartilhamento posterior com outros espectadores, na mesma noite. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\"><span style=\"mso-spacerun:yes\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\">Convidei dois amigos para irem ao TUSP junto comigo, chegamos um pouco atrasados, na correria para pegar os ingressos. Ficamos no rabo da fila um pouco apreensivos com medo de n\u00e3o conseguir bons lugares na plat\u00e9ia. Agora eu me pergunto se n\u00e3o \u00e9 um equ\u00edvoco pensar no bom lugar da plat\u00e9ia quando o espet\u00e1culo n\u00e3o segue o rigor da hierarquiza\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica na qual o espa\u00e7o ocupado pelo espectador delimita a vis\u00e3o e a possibilidade plena de visualiza\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de ponto de vista sobre o que \u00e9 visto. As escolhas cenogr\u00e1ficas da pe\u00e7a prop\u00f5em frontalidade at\u00e9 para as cadeiras mais laterais da plat\u00e9ia. N\u00e3o uma estrutura r\u00edgida, que obriga o espectador a relacionar-se com a obra como se a cena fosse um alvo e o olhar, prestes a abat\u00ea-lo, n\u00e3o pudesse cometer erros. A frontalidade presente no espa\u00e7o c\u00eanico do espet\u00e1culo Escuro \u00e9 como a frontalidade presente no quadro de Monalisa pintado por Da Vinci: n\u00e3o importa o \u00e2ngulo de vis\u00e3o, o observador \u00e9 sempre engolido pelos enigm\u00e1ticos olhos da mo\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\">Burburinhos na escurid\u00e3o do teatro nos minutos que antecendem o in\u00edcio do espet\u00e1culo, e meu amigo Marcelo comenta sobre Cachorro Morto, outro espet\u00e1culo do grupo que est\u00e1 em cartaz no Teatro Imprensa; ele diz que tem vontade de acompanhar o grupo como espectador desde que assistiu ao Cachorro. Eu n\u00e3o vi o Cachorro, mas depois de experienciar o Escuro,<span style=\"mso-spacerun:yes\">  <\/span>fiquei curiosa.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\">A personagem do menino \u00e9 quase uma linha-guia que conduz o espet\u00e1culo. Marcela \u2013 uma das pessoas que me acompanhou \u2013 depois atentou-me para o fato de que ele \u00e9 surdo e precisa dos \u00f3culos justamente para ler os l\u00e1bios dos outros personagens que o procuram para revelar segredos e ang\u00fastias que n\u00e3o podem vir \u00e0 tona no cotidiano de um clube de lazer, lugar onde se passa a trama. Em minha leitura imediata, pensei ser o menino uma figura fugidia que perdia-se em seu imagin\u00e1rio, trazendo para o espectador seus pensamentos infantis sobre a aus\u00eancia do pai, presentificando-o atrav\u00e9s da hist\u00f3ria do polvo no fundo da piscina do clube \u2013 uma mentira talvez contada pelo pai para evitar que o menino sofra um afogamento tentando chegar at\u00e9 o fundo. Os \u00f3culos, neste vi\u00e9s, me pareceram um elemento de conex\u00e3o entre inf\u00e2ncia e obedi\u00eancia ao mundo adulto. Ao assimilar tamb\u00e9m a perspectiva de Marcela, imediatamente associei o menino dos \u00f3culos a um conto de Maria L\u00facia Medeiros chamado Zeus ou<span style=\"mso-spacerun:yes\">  <\/span>A Menina e Os \u00d3culos, no qual uma menina ajuda sua m\u00e3e no restaurante, todos os s\u00e1bados, e para aproveitar este dia intensamente, livra-se dos \u00f3culos, respresentantes da clareza cotidiana. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\">\u201cPara o s\u00e1bado ela se guardava, se dava inteira, menina ainda. Ningu\u00e9m desconfiaria que a menina antes de penetrar no cen\u00e1rio tirava os \u00f3culos e, m\u00edope, percorria as mesas, vendo as silhuetas dos fregueses, n\u00e3o vendo nariz nem c\u00edlios.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\">Ningu\u00e9m saberia que ela usava \u00f3culos de lentes claras e que ela dispensava a nitidez e algumas formas. Que era como se visse tudo pelas suas pr\u00f3prias lentes e mergulhasse assim no cen\u00e1rio agrad\u00e1vel com cheiro de s\u00e1bado, com barulho de s\u00e1bado, com imagem n\u00e3o muito n\u00edtida que ela recobria do jeito que bem entendia e queria, sem medo, sem \u00f3culo, ela que os usara sempre desde muito tempo, para ver melhor&#8230;\u201d. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\">O nome do conto, Zeus ou A Menina e Os \u00d3culos, j\u00e1 aponta a id\u00e9ia de esclarecimento quase onisciente da menina; ela que aos s\u00e1bados percebe as coisas da maneira que lhe satisfaz, pode tamb\u00e9m escolher, ao colocar os \u00f3culos, v\u00ea-las da maneira como s\u00e3o, nitidamente. A Onisci\u00eancia divina est\u00e1, portanto, na escolha metaf\u00f3rica da cria\u00e7\u00e3o correlacionada \u00e0 realidade. Aquele que tudo sabe e tudo v\u00ea, sabe o quanto v\u00ea, da forma como escolhe ver. Zeus \u00e9 aquele que se permite enveredar pelos caminhos tortuosos da cria\u00e7\u00e3o metaf\u00f3rica em meio \u00e0 exist\u00eancia concreta das coisas.<span style=\"mso-spacerun:yes\">  <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\">Tamb\u00e9m em Campo Geral, conto de Guimar\u00e3es Rosa, os \u00f3culos aparecem como formas de elucida\u00e7\u00e3o do mundo; o jovem Miguilim depois de passar por v\u00e1rias etapas dolorosas de amadurecimento e despedida da inf\u00e3ncia na cidadezinha de Mutum, encontra seu mais surpreendente acaso transformador: o Doutor Jos\u00e9 Louren\u00e7o, m\u00e9dico visitante da cidade que percebe a miopia no garoto e o presenteia com um par de \u00f3culos. Depois de tanto ver \u00e0 seu modo as transforma\u00e7\u00f5es e os sofrimentos de uma inf\u00e2ncia que se esvai, Miguilim ao usar os \u00f3culos confronta o<span style=\"mso-spacerun:yes\">  <\/span>mundo da maneira que reza a verdade dos homens: pela emocionante e devastadora perspectiva do real. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\">O menino de \u00f3culos do espet\u00e1culo Escuro, ent\u00e3o pode ser colocado nestes dois lugares de interpreta\u00e7\u00e3o: ele quase toca neste real devastador, mesmo quando envolve-se muito intensamente com a pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o, tecendo perspectivas criativas sobre as hist\u00f3rias que os outros freq\u00fcentadores do clube contam em confiss\u00e3o secreta; assim como est\u00e1 sempre \u00e0 merc\u00ea da organiza\u00e7\u00e3o adulta, guardando segredos, preservando medos e ren\u00fancias que em alguma medida o salvam dos perigos. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\">Neste aspecto, percebemos que a abordagem da dramaturgia e encena\u00e7\u00e3o de Leonardo Moreira n\u00e3o se constitui apenas como uma reflex\u00e3o sobre a impossibilidade da comunica\u00e7\u00e3o por conta de defici\u00eancias f\u00edsicas (o grupo tem como refer\u00eancia as correspond\u00eancias trocadas entre a escritora inglesa Helen Keller, que era cega, surda e muda, e sua professora Annie Sullivan, que sofria com a perda gradativa da vis\u00e3o; e hist\u00f3rias ver\u00eddicas relatadas pelo neurologista Oliver Sacks); muito mais do que tratar da realidade de pessoas que fisicamente n\u00e3o escutam, n\u00e3o falam, n\u00e3o v\u00eaem, Leonardo Moreira constr\u00f3i uma narrativa sens\u00edvel redimensionando o ponto de vista do espectador a partir da aus\u00eancia destes elementos que constituem e definem a plenitude das rela\u00e7\u00f5es sociais. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\">A escolha pela altern\u00e2ncia entre narrativa e di\u00e1logo oferece mais densidade para a composi\u00e7\u00e3o e desenvolvimento da trama; os di\u00e1logos se realizam dentro da possibilidade de cada universo; o surdo-mudo, por exemplo, comunica-se atrav\u00e9s de libras, entretanto o p\u00fablico, mesmo eventualmente desconhecendo a linguagem, n\u00e3o fica completamente alheio ao discurso, os cortes narrativos transp\u00f5em para o espectador, n\u00e3o literalmente,<span style=\"mso-spacerun:yes\">  <\/span>a trajet\u00f3ria individual dos personagens, transformando-os em elementos contadores da pr\u00f3pria hist\u00f3ria, trazendo \u00e0 tona a figura dos atores, que doam seus nomes para os personagens numa fus\u00e3o po\u00e9tica revelando autoralidade e m\u00e9todo criativo no desenvolvimento da interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\">A consolida\u00e7\u00e3o da narratividade ocorre dentro do tempo dram\u00e1tico, quebrando-o em epis\u00f3dios. Como v\u00edrgulas entre os di\u00e1logos, quase como rubricas dramat\u00fargicas, o discurso narrativo surge ora para contextualizar os acontecimentos, ora para problematiz\u00e1-los. Em outros momentos, este distanciamento narrativo desafia o p\u00fablico a imaginar se a compreens\u00e3o do espet\u00e1culo est\u00e1 de fato na palavra, se precisa ser alcan\u00e7ada na plenitude da comunicabilidade usual, ou se estamos testemunhando uma hist\u00f3ria como tantas outras, que pulsando verticalmente na pluralidade, nos atinge de maneira cr\u00edtica e diferenciada \u2013 o espet\u00e1culo inicia um processo de multiplica\u00e7\u00e3o de pontos de vista tal qual a experi\u00eancia oferecida pelas lentes dos \u00f3culos de grau ou pela falta delas. Tal qual<span style=\"mso-spacerun:yes\">  <\/span>a experi\u00eancia de tapar um dos olhos e entender o que \u00e9 enxergar de um lado s\u00f3. Como a experi\u00eancia de tapar os dois ouvidos e atingir o mundo atrav\u00e9s do sil\u00eancio. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\"><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;line-height:150%\">por Paloma Franca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>foto: Lenise Pinheiro Eu poderia dizer que gosto desta pe\u00e7a porque nesta pe\u00e7a falta o encontro polif\u00f4nico de palavras que eu uso habitualmente, e que portanto s\u00e3o <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/usp.br\/tusp\/marcelo-e-marcela-uma-experiencia-de-escuro\/\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"class_list":["post-239","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arquivos-de-eventos"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/usp.br\/tusp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/239","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/usp.br\/tusp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/usp.br\/tusp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/usp.br\/tusp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/usp.br\/tusp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=239"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/usp.br\/tusp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/239\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/usp.br\/tusp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=239"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/usp.br\/tusp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=239"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/usp.br\/tusp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=239"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}